domingo, 27 de fevereiro de 2011
DESTA VEZ....
Onde estão tuas lágrimas?
Encheram o quarto
Por todo lado,
quase afogados!
Tu me avisaste...
Eu aprendi a nadar...
Vamos contar uma
nova história...
Se vier uma chuva
e lavar o passado...
E teus risos?
Qual guisos...
Sinos no fundo do mar!
Outra noite bebi uma lágrima.
Tua...
Quase apalpei teus olhos,
Fechados tremias,
Tu nem percebias.
Dormias
Não podias levar o sol!
Nem adentrar o sonho...
Te roubei um riso,
Tu sonhavas.
Tão longe...
Tão aninhado estavas
Nem sabias,
Que era menino..
Outra vez!
Só me entrelaçou
As pernas e disse
- Não saias daqui!
Naquele leito sim...
Era o meu lugar!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
POR FORA...
Não quero mais olhar para dentro
Arrumei tudo e vou embora, espero...
Entendi, agora o lugar do meu centro
Malas e coração vazias de sentimentos?
Casa cheia de lembranças mas você vem
Vago contigo íntimos meus pensamentos
Hora certa, pronta para fazer a mudança!
Rumo das água do riacho a nova andança!
Arrumei tudo e vou embora, espero...
Entendi, agora o lugar do meu centro
Malas e coração vazias de sentimentos?
Casa cheia de lembranças mas você vem
Vago contigo íntimos meus pensamentos
Hora certa, pronta para fazer a mudança!
Rumo das água do riacho a nova andança!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O BEIJO DO VENTO
O amante que ora esfria
Meu corpo...
Vem ao meu leito
Beijar...
Tirar o torpor da minha
Alma...
Encontro clandestino
De quem não
Pode se tocar...
Só me aquece quando
Não posso mas
Conter a entrega!
Leva meu corpo...
Beija-me no ar!
Só assim não terei mas
Um corpo pesado.
De pensar.
De memórias.
De derrotas.
Apenas o beijo ardente,
Como fora a vida,
Na boca que cala,
Dos olhos que não
preciso abrir
Mais...
Agora não mais...
Só preciso do vento
Para me beijar...
Um beijo do ciumento
Zéfiro?
Nem percebo...
Só continuo sentir frio!
E um beijo...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
PESCADOR ENGANADOR
Pescador estranho...
Conseguiu me enganar
Por toda a vida!
Até o último instante...
Marcava data para morrer
E eu que era só vida
Adoecia...
Pescador ria e voltava
do mar cheio de peixes...
Até que uma noite,
Abriu os braços,
E eu pedi alguns instantes...
Ele nunca voltou do mar.
Eu acuada, aos prantos,
Escorregava nas frias paredes
Do imenso corredor...
De lisas paredes brancas
Barco ancorado...
Sem peixes...
Sem vida!
Pescador enganador
A data não estava marcada
Ainda...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
BABEL
Babel é o último filme da trilogia do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu e o roterista Guilhermo Arriga!
Um disparo...
Muitas vidas
Envolvidas
Sem comunicação!
A cidade grita silênicos
friamente...
Em que língua fala
Teu corpo, tua mente,
Teu coração?
A dor de cada um..
Uma dor somente,
terrorismo da alma?
Morte súbita!
Frustrações caladas
Culpas enraízadas
Fronteiras fechadas
Deserto mortífero
Um beijo, lágrimas
Encontro das palavras...
Cumplicidade no desejado
Agonico desespero.
Redenção!
21 GRAMAS
O segundo filme da trilogia do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu e do roterista Guilherme Arriga
Outro impacto
três mortes
Um só destino
para mais
três vidas
Enlaçados na dor...
Abrigado na religião!
Agarrada ao vício.
Rejeição de um coração!
O amor e as perdas...
União!
Quanto pesa o teu coração?
Quantas gramas perde
Na hora da morte?
A vingança doce,
Um único disparo.
Ventre repleto de vida...
Redenção!
AMORES BRUTOS
Primeiro filme da trilogia do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu e do roterista Guilherme Arriga
Um impacto...
Concreto abandono
Trés vidas modificadas
Ainda as mesmas vidas
E qual é a sua verdadeira
Natureza? - o caos...
Dores Implícitas...
A gratidão
incompreedida...
Choro da beleza
perdida...
Que se mutila...
Um cão - Cofi
Um homem...
Caminhos cruzados!
Faça as tuas escolhas,
Tuas perdas, teus amores
Tua natureza é a mesma
de um cão...
Redenção!
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